Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Leia lá isto...
Sobre o que me apetece, escrevo. Sobre o que penso e acho. Sobre o que gosto e o que não gosto. Sobre o que leio ou vejo, ou provo ou cheiro.
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Sábado, Fevereiro 14, 2009
Pedras no caminho....

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
Terça-feira, Dezembro 30, 2008
O surto de gripe, os hospitais portugueses e o Natal
O SNS é o serviço público que melhor funciona. Disso não tenhamos qualquer sombra de dúvida!
Esta semana houve uma aumento de espera nos Serviços de Urgência, possivelmente devido a um surto de gripe.
Um pico de procura em qualquer serviço será sempre problemático, quer se trate de uma urgência, de uma fila para comprar o passe social ou a lista de espera para um lar de idosos. Nessas alturas o tempo de espera aumenta: é uma inevitabilidade.
O que é preciso é analisar com seriedade a própria procura. Não tenho os números, mas é realmente preciso analisar se as pessoas vieram aos SU justificadamente, ou vieram ao “primeiro espirro”.
Dos doentes que normalmente acorrem ao SU, alguns têm logo alta, outros ficam durante algum tempo e um grupo fica internado. As proporções entre estes grupos são normalmente constantes. Os números absolutos sobem e descem consoante aparecem “surtos” de doenças, mas a proporção é mais ou menos constantes.
Parece que em hospitais onde a média de internamentos é 9% dos doentes admitidos, neste “surto” a percentagem desceu, o que indicia que a gravidade média” dos doentes será menor. Desses, provavelmente uma franja não necessitaria de ir ao hospital.
Eu tenho uma outra justificação: a proximidade do Natal. No passado fim de semana, num grande hospital do Grande Porto, morreram 17 pessoas na “Área Médica” (exclui a “área cirúrgica”). Todos tinham mais de 90 anos!!!! E que motivo especial tinha a maioria para ali estar no fim de semana de Natal? Nenhum em especial. Apenas era Natal.
Hoje em dia as pessoas já não morrem em casa. As famílias não querem ter que passar pela morte dos seus velhos, especialmente no Natal.
Está provado que no Natal aumenta o “depósito” de idosos no Serviço de Urgência e nos serviços de internamento.
Há campanhas para não se abandonarem os animais de estimação nos meses de férias…. Talvez devesse haver alguma para os velhos, no Natal.
Esta semana houve uma aumento de espera nos Serviços de Urgência, possivelmente devido a um surto de gripe.
Um pico de procura em qualquer serviço será sempre problemático, quer se trate de uma urgência, de uma fila para comprar o passe social ou a lista de espera para um lar de idosos. Nessas alturas o tempo de espera aumenta: é uma inevitabilidade.
O que é preciso é analisar com seriedade a própria procura. Não tenho os números, mas é realmente preciso analisar se as pessoas vieram aos SU justificadamente, ou vieram ao “primeiro espirro”.
Dos doentes que normalmente acorrem ao SU, alguns têm logo alta, outros ficam durante algum tempo e um grupo fica internado. As proporções entre estes grupos são normalmente constantes. Os números absolutos sobem e descem consoante aparecem “surtos” de doenças, mas a proporção é mais ou menos constantes.
Parece que em hospitais onde a média de internamentos é 9% dos doentes admitidos, neste “surto” a percentagem desceu, o que indicia que a gravidade média” dos doentes será menor. Desses, provavelmente uma franja não necessitaria de ir ao hospital.
Eu tenho uma outra justificação: a proximidade do Natal. No passado fim de semana, num grande hospital do Grande Porto, morreram 17 pessoas na “Área Médica” (exclui a “área cirúrgica”). Todos tinham mais de 90 anos!!!! E que motivo especial tinha a maioria para ali estar no fim de semana de Natal? Nenhum em especial. Apenas era Natal.
Hoje em dia as pessoas já não morrem em casa. As famílias não querem ter que passar pela morte dos seus velhos, especialmente no Natal.
Está provado que no Natal aumenta o “depósito” de idosos no Serviço de Urgência e nos serviços de internamento.
Há campanhas para não se abandonarem os animais de estimação nos meses de férias…. Talvez devesse haver alguma para os velhos, no Natal.
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Terça-feira, Setembro 16, 2008
Terça-feira, Julho 22, 2008
Domingo, Julho 20, 2008
Grande concurso: ganhe uma viagem!
Sábado, Julho 19, 2008
Segunda-feira, Julho 07, 2008
Alguém sabe responder? (eu gostava muito de saber...)

1. Se a Carolina mentiu, porque é que ainda há processo e recursos e acusados, etc. etc. etc.?
2. Se o CJ da Federação tem um membro que foi o relator do documento que deu origem à condenação pelo CD da Liga, como é que esse senhor pode continuar a julgar, em sede de recurso, a decisão que resultou do seu próprio relatório?
3. Porque é que o CJ continua a sua reunião depois de o seu presidente a ter dado por terminada?
4. Porque é que o F.C. Porto iria subornar árbitros num jogo com o estrela da Amadora no ano em que foi inquestionavelmente superior, ganhando a Liga do Campeões, ganhando quase tudo o que havia para ganhar?
5. Como é que o Boavista conseguiu ser tão pouco eficaz nas suas coacções, se perdeu um jogo e empatou dois, daqueles a que o processo refere?
6. Porque é que o Benfica insiste em ir à Liga dos Campeões depois de uma das piores épocas da sua história. Não tem um pingo de dignidade?
7. Finalmente: o que é que Michel Platini tem contra Portugal?
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